Experiências

[Análise] Documentário: Primavera das Mulheres

Antes de tudo vou começar com a definição:

Feminismo: 1. Doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade;

2. Movimento que milita neste sentido;

3. Teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.

Logo no começo do Documentário dá pra perceber como é importante lembrar tanto aos homens quanto às mulheres o real significado do feminismo. Existe uma imagem continuamente distorcida que uma das várias feministas presentes definiu bem, a de que o feminismo seria o contrário do machismo.

O movimento feminista existe sim para combater o machismo mas não como o seu extremo oposto onde as mulheres dominam tudo, a luta é pela igualdade tanto para as mulheres, privadas disso há séculos, como para os próprios homens doutrinados e muitas vezes sufocados para agir de acordo com a cultura vigente.

Então como no documentário vamos esclarecer o primeiro ponto: todos que acreditam e lutam pela igualdade entre os gêneros são, por definição, feministas.

Antes de negar ou dizer que o feminismo é ruim, leia mais uma vez o significado ali em cima.

Mulheres tinham o direito de votar? De estudar? De sair de casa para trabalhar? De serem consideradas pela justiça donas de si mesmas e não objetos dos seus maridos? Não antes de militâncias feministas.

Então por que existem mulheres que, apesar de usufruírem das conquistas feministas se dizem contra? Porque assim como os homens que pregam cegamente o machismo como a única forma correta de vida nós fomos ensinadas a nunca pensar, criticar ou analisar a sociedade.

Feminista é aquela mulher que se sente desconfortável ao saber que apesar de ter curso superior vai ganhar menos do que qualquer homem na mesma posição. É aquela mulher que não quer sentir medo ao sair mais tarde do trabalho e ter de esperar no ponto sozinha, sabendo que se for estuprada ou morta, será só mais uma de tantas outras. É aquela que não quer mais engolir os assédios nem se sentir objeto sexual do outro.

Qual o problema então da palavra Feminista? Assusta tanto assim? Não deveria ser óbvia e inerente a qualquer mulher pelo simples fato de ainda sermos inferiorizadas constantemente? Por ainda sermos desvalorizadas cognitivamente? Por sermos reduzidas às feias e às bonitinhas? Às putas e às pra casar? Às boazinhas e às que parecem um moleque? E o pior de tudo, com um julgamento que vem muitas vezes das próprias mulheres.

Vivemos a mesma repressão sob a ilusão de normalidade.

O Documentário é uma excelente forma de entender um pouco mais não só sobre o que é de fato o Feminismo mas também nos leva a pensar o que é ser mulher quando somos libertas dos conceitos impostos pela sociedade.

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